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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Moda e Beleza por menos - Por uma beleza realmente bela

     O assunto mais falado do momento, com toda a certeza, é o resgate dos beagles do Instituto Royal, por ativistas, mais especificamente, protetores de animais, que ocorreu em São Roque-SP, na semana passada. Mas será que há alguma relação entre esse episódio e a nossa busca diária pela beleza? Para compreender o que se passou, quais são as relações entre nossos queridinhos cosméticos e as pesquisas que utilizam animais como cobaias e para saber quais serão as medidas que tomaremos daqui para a frente, vamos analisar os fatos de vários pontos de vista.


  • Ponto de vista do Instituto Royal: É justo e necessário utilizar animais como cobaias em testes para a produção de medicamentos e cosméticos para o bem da humanidade. Só depois desses testes em animais, os produtos serão utilizados por seres humanos, pois, assim, é possível testar a eficácia da substância, reduzir os efeitos colaterais e os riscos de sua utilização pelos humanos. Veja que as cobaias são utilizadas na tentativa de se descobrir substâncias que possam ajudar na cura de doenças, bem como na produção de cosméticos. Segundo o Instituto Royal, todas as licenças necessárias dadas pelos órgãos reguladores de pesquisas científicas, estão em dia.
  • Ponto de vista dos ativistas e dos animais utilizados como cobaias: Existem técnicas alternativas para esses testes. Essas alternativas não envolvem a utilização de cobaias mas, acabam saindo muito mais caro que as técnicas tradicionais. Além disso, eles afirmam que o Instituto Royal não possui todas as licenças necessárias para cada um dos testes que eles realizam e que, por esse mesmo motivo, o Ministério Público já estava investigando possíveis maus tratos nos testes realizados em cobaias. Mas, como a investigação estava demorando, "só para variar", decidiram tomar uma atitude antes que todos os animais morressem. Ah, eles não se importam só com os beagles, os verdadeiros ativistas estão preocupados com todos os tipos de cobaias utilizadas. Muitos defendem que os testes em animais não são 100% confiáveis pois, como são realizados em outras espécies, que não a humana, os efeitos das substâncias seriam diferentes e, mesmo que fossem 100% confiáveis, não seria justo utilizar, de forma egoísta, animais para o nosso "bem".
  • Meu ponto de vista: Se existe alternativa, não sei se estou disposta a utilizar cosméticos que, para serem produzidos, utilizam do sofrimento de animais indefesos, para minimizar os efeitos colaterais e testar a eficácia do produto na minha pele. Quanto aos medicamentos, todas nós sabemos que, quando um novo medicamento é descoberto, só depois de muitos anos, poderão ser utilizados pela grande população desfavorecida do nosso planeta, quando são. Até quem tem plano de saúde no nosso país, encontra dificuldade para adquirir medicamentos (são muito caros, alguns são fornecidos pelo plano pois existe uma lei que determina e, os que não são determinados pela lei, o médico receita no papelzinho do SUS, para que seja pego nos postos de saúde) para o tratamento de doenças graves, como o câncer, por exemplo. Então, vamos deixar de hipocrisia, né! Os animais ditos cobaias não estão sofrendo pelo bem da humanidade, estão sofrendo pelo bem de um pequena parcela dessa humanidade, que possui recursos (dinheiro, bufunfa) para usufruir das tecnologias e das ciências. É claro que não sou contra os avanços da ciência. Como bióloga que sou, sou a favor do avanço sustentável da ciência, onde as descobertas, realizadas com a utilização de técnicas regulamentadas por lei, no sentido de minimizar a intervenção humana no equilíbrio dinâmico da biosfera, favoreçam, realmente a população mundial e não o bolso das grandes empresas farmacêuticas e de cosméticos.
  • O que podemos fazer: Primeiro, é necessário que todos nós cobremos leis que regulamentem as pesquisas científicas com a utilização de cobaias, depois de criadas, é preciso que todos os institutos de pesquisa no Brasil, sejam, verdadeiramente, fiscalizados. Como consumidoras, podemos mostrar para as marcas de cosméticos que estamos interessadas em comprar produtos que não provoquem o sofrimento de animais, em nenhuma de suas etapas de fabricação. A Luisa Mell, ontem, em seu facebook, mostrou que ela possui alguns cosméticos importados que apresentam um selo em sua embalagem, mostrando que não se utilizam de cobaias para a fabricação de seus produtos. Seria ótimo se as empresas nacionais adotassem um selo como esse, ou melhor, as empresas deveriam se orgulhar de possuir um selo, assim, em seus cosméticos.
     O mais importante que esse episódio nos traz, em relação à cosmética, é a oportunidade de refletirmos sobre o assunto, sempre observando todos os lados envolvidos para que possamos escolher se vale ou não usar produtos de beleza produzidos por marcas que utilizam animais como cobaias em seus testes. Não podemos esquecer, que muitas empresas utilizam, mesmo que de forma indireta, esses animais em suas pesquisas científicas, para medicamentos, cosméticos, etc, mas, que se trabalharem de maneira regulamentada e fiscalizada, pode-se achar um meio termo viável para todos os seres, não só os humanos.


LINKS IMPORTANTES PARA SE INFORMAR SOBRE O ASSUNTO

  1. Lully de verdade
  2. Facebook da Luisa Mell
  3. Site da Luisa Mell
  4. Empresas de cosmético que não testam em animais
  5. Empresas, em geral, que não testam em animais
  6. Empresas de cosméticos internacionais que não testam em animais
  7. Site do Instituto Royal
  8. Reinaldo Azevedo (colunista da Veja)
  9. Vídeo sobre a utilização de cobaias
  10. Teste em cobaias e a indústria
 P.S.: E você, já tomou sua decisão?!? Escreva sua resposta nos comentários e, não se esqueça de cadastrar seu e-mail para receber notificações dos próximos posts. Os posts antigos sempre serão atualizados, volte para ver os que mais te interessarem Ah, leia também a Dica de leitura 1Manual do Estilo - Guia para toda hora ( Pegue & Leve - Saraiva e editora BestBolso) da Ana Vaz (consultora de estilo e imagem).

Beijos  e até a próxima!!!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dica de leitura 2 - Para descobrir seu próprio estilo - Moda uniformiza ou individualiza as pessoas?

        Muito diferente da primeira dica que mostrou um livreto mais técnico, esse livro, apesar de ser, justificadamente (por sua qualidade de impressão, de encadernação e fotográfica), um pouco mais caro, vale o investimento. Em 191 páginas de textos divertidos e encorajadores e, muitas fotos lindas e inspiradoras, Cris Guerra, autora do blog Hoje vou assim, no "não manual" Moda Intuitiva - um "não manual" de moda para ajudar você a descobrir seu próprio estilo (Editora Lafonte), nos explica o que é essa tal moda intuitiva, e como ela pode nos ajudar a usar a moda para sermos únicos, ao contrário das tendências que nos levam a uma uniformização. Sempre deixando claro de que, para termos um estilo próprio, nenhum manual nos auxiliará pois, nada será mais útil que o autoconhecimento.

   

     Com 15 capítulos, além da introdução, este lindo livro não foi feito para se carregar na bolsa pois, um, "não manual" não vai ajudá-la, exatamente, na hora das compras. Mais importante que isso, ele lhe ajudará a pensar na autodescoberta como a principal arma na luta para se encontrar um estilo próprio pois, muito além de desfilar tendências, o ato de se vestir expressa sua personalidade única por meio de suas escolhas (ou pelo menos deveria, se não quisermos fazer parte de um exército de pessoas uniformizadas e, talvez, invisíveis), nos levando ao exercício diário de estímulo à autoestima. Assim, ao invés de nos escondermos, devemos usar a moda para nos mostrarmos ao mundo e a nós mesmos. Ela enfatiza que um estilo próprio, na verdade, incorpora vários "estilos", daqueles que vemos nos tradicionais manuais. Ninguém é capaz de se encaixar em apenas um pois, somos diferentes, a cada dia, sem deixarmos de ser nós mesmos.
     Mesmo não sendo um manual, há dicas de como comprar e economizar comprando acessórios e vestuário, de como organizar e manter seu guarda roupas, de roupas para ocasiões especiais, de como fazer as malas, moda e gravidez, moda e melhor idade e até sobre o que vestir em dias de atraso. Ela nos fala, também, sobre as peças que compõem um guarda roupas, como clássicos (pasmem, cada um tem os seus), peças do vestuário masculino, roupas utilitárias, com carinha de antigas, herdadas da avó, acessórios, de como podemos e devemos abrir nossas mentes para a utilização e combinação das cores. Depois das peças, chega a hora de colocar tudo em prática. Através de dicas, nos estimula a tentar, por meio de alguns exercícios e com criatividade na medida certa, a cada dia, para avançar na busca por um estilo próprio, mesmo que cometamos erros pelo caminho. Isso inclui a repetição das mesmas peças (afinal, aqui a ideia é economizar) usadas de forma diferente.
     
   



 P.S.: Gostou da dica?!? Escreva sua resposta nos comentários e, não se esqueça de cadastrar seu e-mail para receber notificações dos próximos posts. Os posts antigos sempre serão atualizados, volte para ver os que mais te interessarem Ah, leia também a Dica de leitura 1Manual do Estilo - Guia para toda hora ( Pegue & Leve - Saraiva e editora BestBolso) da Ana Vaz (consultora de estilo e imagem).

Beijos  e até a próxima!!!